É o primeiro caso de cura da doença no Brasil e o terceiro no mundo. Onze meses depois de ter contraído raiva humana, o jovem Marciano Menezes da Silva, de 16 anos, recebeu alta do Hospital Universitário Osvaldo Cruz (HUOC), no Recife. Silva havia sido mordido no tornozelo por um morcego, em Floresta, no sertão pernambucano, enquanto dormia. Ele passou quatro meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros sete meses no isolamento. É o primeiro caso de cura da raiva humana registrado no Brasil e o terceiro no mundo. O jovem está com limitações motoras - não anda, tem dificuldade na fala - mas tem a consciência preservada. Em entrevista, ao deixar o hospital, ele disse estar com saudade do irmão e do cachorro e que queria comer macarronada com carne de bode ao chegar em casa. Floresta fica a 433 quilômetros da capital. Ele retorna ao hospital em três semanas, para avaliação e acompanhamento de fisioterapia. O tratamento de Silva, que incluiu antivirais, analgésicos e sedativos, assim como indução ao coma, foi adaptado do Protocolo de Milwaukee, de autoria do médico Rodney Willoughby, de Atlanta, Estados Unidos, responsável pela cura de uma jovem norte-americana em 2004. Ela é o único caso do mundo de cura e ausência de sequelas. O outro caso ocorreu na Colômbia, mas o paciente, mesmo curado do vírus, morreu de complicações posteriores.


É causada por um vírus que afeta o sistema nervoso de forma fatal e é transmitida através da mordida ou arranhão de animais contaminados como cachorro, morcego, macaco e raposa



Das cerca de mil espécies de morcegos conhecidas no mundo, apenas três são hematófagas (se alimentam de sangue), sendo que apenas uma delas bebe sangue de outros mamíferos. Animal da ordem Chiroptera, o morcego
é o único mamífero voador



O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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