O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Buss, fez críticas à indústria farmacêutica, em discurso no lançamento de um novo medicamento contra malária produzido pelo Farmanguinhos, laboratório vinculado à Fiocruz. ‘‘Como é doença de pobre, muitas vezes a grande indústria não tem interesse de pesquisar (novas drogas), porque pobre não tem dinheiro para comprar remédio’’, afirmou Buss. Segundo ele, a malária ameaça 3 bilhões de pessoas no mundo, causando cerca de 1,5 milhão de mortes por ano. O medicamento ASMQ, um pequeno comprimido azul, é uma nova formulação em dose fixa da combinação de artesunato (AS) e mefloquina (MQ). Foi resultado de uma parceria da Fiocruz/Farmanguinhos com a organização Medicamentos Para Doenças Negligenciadas. Segundo a Fiocruz, o ASMQ simplifica o tratamento porque garante que os dois medicamentos sejam tomados juntos e na proporção correta, com uma dose diária de um a dois comprimidos por três dias. Há comprimidos específicos para crianças, principais vítimas da malária.


Segundo a Fiocruz, é o primeiro derivado de artemisinina em dose fixa que pode ser armazenado por até três anos em clima tropical – no Brasil, 99% dos casos de malária se encontram na bacia Amazônica


Caracteriza-se por desencadear acessos periódicos de febres intensas que debilitam profundamente o doente. A malária provoca lesões no fígado, no baço e em outros órgãos, além de anemia profunda devido à destruição maciça dos glóbulos vermelhos que são utilizados pelo Plasmodium para reproduzir-se


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