A massagem cardíaca é três vezes mais eficaz no socorro a vítimas de parada cardíaca quando aplicada sozinha do que se aliada à respiração boca a boca. Esse é o novo consenso entre cardiologistas de todo o mundo, que será formalizado no dia 13, em reunião da Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação (Ilcor, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Embora no Brasil as novas diretrizes só passem a valer em 2010, alguns cursos de treinamento já estão orientando leigos e profissionais de saúde a priorizar a compressão torácica nesse tipo de situação. ‘‘Estudos americanos mostraram que a respiração boca a boca mais atrapalha do que ajuda nos dez primeiros minutos do atendimento’’, conta Sérgio Timerman, diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Instituto do Coração de São Paulo e representante do País no evento da Ilcor. ‘‘O organismo tem uma reserva de oxigênio que dura até dez minutos se a massagem cardíaca for feita adequadamente. O importante é manter o fluxo de sangue para os órgãos. Mas para fazer o boca a boca é preciso parar a massagem’’, explica.



O procedimento deve ser feito quando o coração não está batendo, situação chamada de parada cardíaca, que pode acontecer por diversos motivos: infarto agudo do miocárdio (músculo do coração), choque elétrico, após uma parada respiratória, entre outros. Não se deve efetuar a massagem fazendo força com a mão esticada. Os dedos devem estar para cima, ou seja,
não devem tocar o tórax



A circulação sanguínea de uma pessoa adulta em repouso é de cerca de
5 litros por minuto. A hemoglobina é o pigmento que dá a cor aos glóbulos vermelhos e tem a função vital de distribuir o oxigênio pelo organismo



O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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