SAÚDE - Doutores da Alegria curam 85% das crianças
Duas vezes por semana, vestidos de palhaço, dois artistas passam cerca de seis horas nas alas pediátricas do Hospital do Campo Limpo, em São Paulo. Interagem com cada criança, fazem brincadeiras, arrancam gargalhadas que vão do pronto-socorro à unidade de tratamento intensivo. Essas visitas dos Doutores da Alegria, que se repetem em outros 27 hospitais do País, somando 75 mil encontros anuais, fizeram com que 85,4% das crianças apresentassem evidências clínicas de melhora, segundo os próprios profissionais que as acompanham. Além disso, segundo os médicos dos hospitais visitados, 89,2% das crianças passaram a colaborar mais com os profissionais de saúde, 74% passaram a aceitar melhor os remédios e tratamentos, 77% começaram a se alimentar melhor e 96,3% ficaram mais à vontade no hospital. Os dados fazem parte de uma avaliação de impacto do programa de visita dos artistas aos hospitais, um projeto que começou no início dos anos 1990 e que segue a linha de humanização da saúde dentro das unidades, defendida por organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS).
45% deles afirmaram que a presença dos palhaços abriu espaço para que a equipe médica discutisse questões delicadas e sensíveis e 49% disseram que a equipe se tornou mais coesa
Agência especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948
e subordinada à Organização das Nações Unidas. Sua sede é em Genebra, na Suíça
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