As florestas de noves Estados da Amazônia, que fazem parte do ‘‘arco das queimadas’’, serão monitoradas por satélites e equipamentos de alta tecnologia adquiridos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão investiu R$ 29 milhões para equipar as unidades e mobilizá-las no combate aos incêndios que já estão ocorrendo na região com o início do verão amazônico. Segundo o presidente substituto, Wilmar Dallanhol, dentro de 15 dias o Programa Pró-Arco será lançado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
Ontem, Wilmar Dallanhol adiantou que com o programa a figura do fiscal solitário, que trabalha de trabuco na mão combatendo incêndios nas florestas, deixará de existir. ‘‘Ele será substituído por um sistema controlado por satélites e com equipamentos de alta velocidade, capazes de mobilizar imediatamente o combate às queimadas’’, disse.
Focos de incêndio provenientes das queimadas já foram detectados pela Operação Macauã nas florestas do Pará. Ontem, em sobrevôo entre os municípios de Lábria e Boca do Acre, na fronteira entre o Amazonas e Acre, o coordenador da operação, Hamilton Casara, constatou um desmatamento de uma área de 1.500 hectares. Segundo ele, o desmatamento é criminoso e resultado da ação de madeireiras e agropecuaristas da região sul do Amazonas.

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