Brasília - A idéia de usar o monitoramento por satélite para acompanhar extração madeireira na região amazônica, defendida pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marcus Luiz Barroso Barros, deve ser testada na prática em agosto. Naquele mês as quatro madeireiras com atuação nos Estados do Amazonas e Pará começam a participar de um projeto-piloto conduzido pelo programa Pró-Manejo, do Ibama e PPG-7.
Se tudo correr como planejado, técnicos esperam que, a partir do próximo ano, toda as empresas passem a ser obrigadas a atuar com equipamentos que permitam o acompanhamento à distância.
''O sistema, por si só, não vai impedir a extração ilegal de madeira'', admite a assessora técnica do Pró-Manejo, Cristina Galvão Alves.
Ela acrescenta, no entanto, que o novo método será um recurso importante para detectar indícios de irregularidades cometidas pelas empresas.
Além disso, o sistema será útil para acompanhar o trabalho de fiscalização. ''Ficará mais fácil perceber se houve falhas ou omissões dos fiscais'', garante.

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