A Petrobras, por meio do satélite Radarsat-1, identificou uma mancha de óleo no mar ontem à tarde. De acordo com a imagem, a mancha tem cerca de 42 mil litros de óleo e está 25 quilômetros ao norte do ponto onde a plataforma P-36 afundou na terça-feira. Apenas 15 minutos depois de a P-36 afundar surgiu o primeiro vazamento - cerca de 6 mil litros de óleo diesel.
Segundo nota oficial da assessoria da Petrobras, a mancha já está em fase adiantada de dispersão, o que dificulta sua visualização a olho nu. Ainda de acordo com a nota, a mancha se desloca paralelamente à costa.. A Petrobras descarta a possibilidade de o combustível atingir o continente. Foi a primeira passagem do satélite pelo local após o acidente. Na próxima quinta-feira, o Radarsat-1 volta a passar pelo local.
Seguro O acidente na P-36 afetou a confiança do mercado internacional de seguros na Petrobras. A licitação que seria realizada ontem pela empresa para escolher a melhor proposta de cobertura para os próximos 12 meses teve que ser adiada para terça-feira, por falta de ofertas.
Segundo comunicado do IRB-Brasil Resseguros S/A, que está intermediando o seguro da Petrobras, depois do acidente da P-36 os resseguradores internacionais resolveram reavaliar os preços e as condições para uma nova proposta. Para o IRB, essa é uma atitude usual em tais circunstâncias.
Grupos seguradores consultados disseram que antes do acidente as propostas para o seguro alcançavam no máximo US$ 13 milhões. Agora, há estimativas que chegariam a US$ 40 milhões. Para o atual contrato, a Petrobras pagou no ano passado US$ 10 milhões, cobrindo um patrimônio de US$ 32 bilhões.

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