Satélite está perdido no espaço
Júlio Ottoboni
Agência Estado
De São José dos Campos
Os técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apressam-se para fazer funcionar o Satélite de Aplicações Científicas (Saci). O aparelho de US$ 4,6 milhões está perdido no espaço e não emitiu nenhum sinal desde sua entrada em órbita, na madrugada do dia 14.
Se os técnicos conseguirem descobrir o defeito do satélite e fazer o aparelho funcionar seria possível colocá-lo na rota definida. O Saci seguiu de carona na coifa do foguete chinês Longa Marcha 4B, que pôs em órbita o satélite de sensoriamento remoto sino-brasileiro Cbers.
Deveria ter emitido sinais às estações terrenas de Natal e Cuiabá assim que foi ejetado no espaço. O satélite não está completamente perdido, disse o gerente do programa de satélites científicos do Inpe, Himilcon de Castro Carvalho.
O radar americano Norad, que monitora lixo espacial, mostra um objeto na mesma órbita do Saci e muito próximo do satélite Cbers. Segundo Carvalho, há grandes chances de ser o satélite brasileiro.
A questão agora é eliminar cada uma das muitas hipóteses promovendo experimentos e testes tanto nas estações terrenas como no satélite. Entre as simulações, está o reenvio do sinal amplificado para ligar o satélite pela antena de Alcântara. Esses telecomandos, inicialmente, foram feitos pela estação de Natal, que tem menor potência.
Durante o fim de semana, os técnicos do Centro de Rastreio e Controle de Satélites do Inpe testaram os equipamentos na tentativa de identificar algum problema nos sistemas que captam os sinais emitidos pelo satélite. As hipóteses mais prováveis são falhas no apontamento da antena para o local da trajetória do satélite, erro no posicionamento do Saci no espaço, painéis solares sem abrir, falha das baterias ou no computador de bordo ou ainda problemas no transponder (equipamento que emite os sinais de rádio).





