São José dos Campos, SP, 15 (AE) - O recém lançado Satélite de Coletas de Dados-2 (SCD-2) está com problemas na transmissão de informações ambientais enviadas às estações de recepção do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe). O equipamento se encontra no espaço desde outubro do ano passado e a falha no repasse das mensagens telemétricas foi observada em janeiro. Os técnicos do instituto tentam corrigir o defeito, que é proveniente do transponder reserva do satélite, de fabricação nacional.
Segundo o Inpe, a falha telemétrica do SCD-2 baixou o volume de dados ambientais recolhidos sobre o território nacional, principalmente da Amazônia. Mas os efeitos disto são muito pequenos e poderão ser corrigidos antes que possam provocar prejuízos e transtornos à missão do satélite no espaço. O equipamento produzido pelo centro científico tem um percentual de nacionalização de seus componentes maior que o satélite antecessor SCD-1.
O satélite carrega em seu interior dois transponders. Esses aparelhos são responsáveis pela transmissão dos dados recolhidos para a estação terrena de Cuiabá. Sem eles, o satélite perde sua utilidade. O transponder principal está perfeito e foi fabricado pela NEC, do Japão. A empresa também equipou o SCD-1, que superou sua vida útil em cinco anos e ainda funciona. O transmissor defeituoso foi desenvolvido pelo grupo nacional Tectelcom.
Os responsáveis pelo satélite acreditam que o caso seja de incompatibilidade de sistemas e possa ser corrigido no prazo de 15 dias com uma série de ajustes nos equipamentos da estação de Cuiabá. Mesmo apresentando essa falha, que é considerada sem grande importância no conjunto geral, o SCD-2 tem tido uma boa performance e respondido aos telecomandos enviados pelo Centro de Rastreio e Controle de Satélites, um dos departamentos do Inpe de São José dos Campos.

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