SARIN
Sobreviventes ainda sentem efeitos de ataque com gás sarin
Tóquio, 29 (AE-REUTERS) - Quase quatro anos após o terrível atentado com gás sarin no metrô de Tóquio, os sobreviventes ainda sentem os efeitos do ataque praticado pela seita Verdade Suprema.
A conclusão é da Agência Nacional de Polícia do Japão, que divulgou nesta sexta-feira (29) os resultados de um estudo envolvendo 1.247 pessoas. Destas, 77% queixaram-se de problemas na vista - distúrbio físico mais comum entre as vítimas do ataque.
Mas as sequelas não param aí. Mais da metade dos entrevistados disse ter lembrança repetida do ataque e temer um novo
Esse é o primeiro estudo que o governo realiza desde o ataque de 20 de março de 1995, realizado por membros da seita Verdade Suprema e no qual 12 pessoas morreram e mais de 5 mil ficaram intoxicadas.
No dia do atentado, as vítimas disseram ter sentido contração nas pupilas. A polícia chegou a 5.311 sobreviventes, mas a maioria não quis cooperar com o estudo, alegando revolta com a maneira como o incidente foi tratado.
Atualmente, os líderes da Verdade Suprema estão sendo julgados por uma série de crimes, incluindo o ataque com gás sarin.
O guru da seita, Shoko Asahara, foi indiciado também por um ataque com o mesmo gás, em 1994, em Matsumoto, no qual sete pessoas morreram e 150 foram intoxicadas.





