Rio, 29 (AE) - O laudo de balística, divulgado hoje pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), conclui que o sargento da Polícia Militar Sérgio Rodrigues, principal suspeito do assassinato do ex-secretário da PM no RJ, Carlos Nazareth Cerqueira, de 59 anos, não tentou o suicídio após o crime, como havia concluído a polícia. De acordo com a perícia, a bala que atingiu o sargento na cabeça não foi da arma encontrada com o ele no dia do crime. Rodrigues morreu ontem no Hospital Municipal Souza Aguiar
A conclusão derruba a versão de que ele teria tentado o suicídio e reforça a suspeita de que há outro envolvido no caso, ainda não identificado. A bala que matou o sargento não é do mesmo revólver de onde saíram os projéteis que atingiram o ex-secretário. "O sargento não cometeu suicídio", afirmou o secretário de Segurança do Estado, coronel Josias Quintal.
Na versão oficial sustentada pela Secretaria de Segurança o sargento teria se suicidado com um tiro na nuca depois de matar Cerqueira. O crime ocorreu dia 14 no hall do edifício Magnus, na Avenida Beira Mar, no centro do Rio, quando o secretário ia para o escritório do ex-governador do Rio e advogado, Nilo Batista. Cerqueira levou um tiro no olho direito. Ele trabalhava no Instituto Carioca de Criminalística, uma organização não-governamental que estuda a violência policial no Estado.
O promotor do caso, Júlio César Lima disse hoje não descartar a hipótese de que Rodrigues tenha sido usado por outras pessoas para matar Cerqueira. Ele afirmou que Ministério Público vai investigar todas as circunstâncias do crime.
O delegado da 5ª Delegacia Policial (centro), Gilberto Ribeiro, responsável pelas investigações, afirmou que já tinha certeza de que o sargento não havia tentado o suicídio. Segundo ele, o laudo feito pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a bala que matou Rodrigues foi de longa distância. A família não quis fazer cometários.

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