Rio, 22 (AE) - O motorista do chefe de gabinete do Comando-Geral da Polícia Militar do Rio, Crézio Reis, de 45 anos
foi assassinado com três tiros na cabeça, hoje pela manhã , perto do Morro do Juramento, Vicente de Carvalho, na zona norte do Rio. O sargento Reis estava a serviço em um Santana da PM e foi abordado por homens em outro carro. Eles entraram no carro e executaram Reis. Foi o quarto caso do gênero em menos de 15 dias.
Crézio Reis foi morto quando ia buscar o chefe do gabinete do comandante Sérgio da Cruz, coronel Alcir Silva Reis, em sua casa, na zona norte, para levá-lo ao Quartel General da PM, no centro. Na Avenida Automóvel Clube, na altura do bairro de Vicente de Carvalho, o automóvel Santana preto do motorista foi interceptado por um veículo de cor azul, onde havia quatro homens. Um deles continuou dentro do veículo, enquanto três entraram no carro de Reis, empurrando-o para o banco do carona.
O Santana com o corpo do sargento foi deixado na Rua Tiúba, na subida do Morro do Juramento, e encontrado por policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar (Rocha Miranda) por volta das 9 horas. Como o carro que Reis dirigia não tinha qualquer identificação da PM, a polícia acredita que os homens não sabiam que se tratava de um sargento, e o mataram porque acabaram descobrindo. Ainda segundo a PM, tudo indica que os homens fossem assaltantes comuns e que queriam apenas levar o Santana.
Exército - O prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) e o governador Anthony Garotinho (PDT) divergem sobre a presença das Forças Armadas nas ruas do Rio. Conde defende a atuação das Forças Armadas em algumas regiões para melhorar a segurança da população, assustada com o crescimento da violência, principalmente assaltos, sequestros e execuções. Garotinho é contra e alega que a idéia é populista, demagógica e inviável. O governador diz que a iniciativa já foi tentada duas vezes, em 1994 e 1995, e os índices de violência cresceram.
Os quatros casos que antecederam o de hoje foram destaques no noticiário policial. Na madrugada da última segunda-feira duas pessoas foram assassinadas a tiros por ocupantes de um automóvel, no Mirante do Leblon, ponto turístico da zona sul carioca. Três pessoas ficaram feridas.
No mesmo dia a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio, Edma Rodrigues Valadão, e o marido dela, presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, Marcos Otavio Valadão, foram assassinados quando seguiam para uma conferência.Na semana passada o ex-secretário da Polícia Militar no governo Leonel Brizola, Carlos Magno Nazareth Cerqueira, foi executado quando entrava em um prédio no centro do Rio, onde funciona o escritório do ex-governador Nilo Batista.

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