Sargento da PM, mulher e enteado são assassinados em favela do Rio
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domingo, 07 de março de 1999
Por Clarissa Thomé e Rodrigo Mattos, especial para a AE 
Rio, 08 (AE) - Os sargento da Polícia Militar José de Vasconcelos Baroni, de 45 anos, sua mulher, Ivanilce, de 41 anos
e o enteado Felipe, de 20 anos, foram assassinados a tiros ontem (07) à tarde por traficantes da Favela Nova Jessica, na Paciência, zona oeste do Rio. Cerca de 10 homens invadiram a casa de Baroni, quando ele e sua família faziam um churrasco na varanda. Os corpos foram colocados em uma Kombi e abandonados em um terreno baldio da favela. O enterro será nesta terça-feira, no cemitério do Murundu, na zona oeste.
Um telefonema anônimo informou o crime a policiais do 27º Batalhão da Polícia Militar (Santa Cruz), que seguiram para o local. Na casa, os PMs encontraram dois homens suspeitos de participação no crime. Houve troca de tiros. Edson Souza de Paula, de 19 anos, e Fábio Francisco de Souza, de 18, que estavam na casa, morreram no Hospital Estadual Pedro II.
"Eles se preparavam para saquear a casa", disse o delegado Bismarck Santana, titular da 36ª Delegacia Policial (Santa Cruz). Santana atribui o crime à quadrilha liderada pelo traficante de drogas identificado como Havengar, que estava sumido da favela. "Enquanto eles esteve fora, o clima em Nova Jéssica era tranquilo", afirmou o delegado.
Tráfico - De acordo com vizinhos do sargento Baroni, que não quiseram identificar-se, o policial estava lutando contra o tráfico em frente ao seu açougue, na favela, e teria prendido um dos criminosos. Hoje policiais militares ficaram de guarda em frente à casa do sargento. Baroni era lotado no 23º Batalhão da Polícia Militar (Leblon).
Armas - Hélio Omar Alves Esteves, de 39 anos, foi preso hoje pela manhã numa casa na favela do Jacarezinho, onde foram encontrados 14 carregadores de fuzil G3, seis carregadores de fuzil AK 47, um carregador do tipo "lata de goiabada", com capacidade para noventa balas, um fuzil ruger e um fuzil G3, além de 240 papelotes de cocaína. O acusado nega que o material, encontrado atrás do sofá da casa, seja seu.


