Sardenberg pede apoio a Covas para desenvolvimento da ciência e tecnologia
São Paulo, 05 (AE) - O ministro da Ciência e Tecnologia Ronaldo Sardenberg esteve hoje com o governador Mário Covas (PSDB-SP), no Palácio dos Bandeirantes, para pedir o apoio do governo paulista ao desenvolvimento de três projetos na área tecnológica. "De uma maneira geral houve receptividade aos três itens", disse Sardenberg. O ministro esteve pela manhã na inauguração do curso de Direito na Fundação Armando álvares Penteado (FAAP) e retorna amanhã (06) à Brasília.
Um dos projetos é o de incubadoras de pequenas empresas, realizado pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Universidade de São Paulo (USP). A meta, segundo ministro, é dobrar o número dessas empresas. Hoje, são 15 pequenas empresas, todas voltadas para pesquisa de alta tecnologia no setor de eletrônica. "Viemos pedir a ajuda do governador para obter o apoio do Sebrae ao projeto", disse Sardenberg. O apoio seria na forma de verba e espaço para instalação das empresas.
Os outros dois temas discutidos no encontro foram a aplicação dos recursos obtidos com a inspeção de veículos, que deveria ser voltada para a área de ciência e tecnologia; e a prorrogação da Lei de Informática, que prevê deduções e estímulos de impostos, e vence em outubro próximo. "Hoje existe a Zona Franca de Manaus, que vai funcionar até 2013. Se for possível prorrogar a Lei de Informática, que seja até 2013, para dar igualdade de estímulos em todo o país", disse.
Sardenberg evitou fazer uma avaliação das ações da sua pasta nessas primeiras duas semanas no governo. "Posso fazer a mesma observação que fiz pela manhã na FAAP: o debate sobre ciência e tecnologia tem que atingir a sociedade, ser discutido com as grandes questões nacionais, ter uma abordagem integrada". O ministro alertou para a importância da mobilização social para que o país tenha acesso à ciência e tecnologia. "É o modo que temos para construir o futuro porque, hoje, estamos no limite entre os países que tem acesso e os que não tem", disse. (Jô Pasquatto).





