A presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Elisa Vianna Sá, está convocando os secretários de Saúde de todos os estados para uma reunião em que se definirá a estratégia de vacinação contra sarampo. No encontro, será avaliada a necessidade de expandir a aplicação da vacina para menores até 15 anos, como aconteceu em 1992. Hoje, os postos de saúde são orientados a vacinar crianças até cinco anos de idade.
Do surto de sarampo, que afeta São Paulo e começa a atingir outros estados, tirou-se a seguinte lição: só tem adoecido aqueles que não foram vacinados. Muitos deles já estão fora da época adequada. Mais da metade (55%) dos 3.056 casos registrados em São Paulo é de pessoas entre 20 e 29 anos.
Elisa informou também que a vacina contra sarampo poderá ser aplicada em crianças a partir de seis meses (São Paulo atingiu esse público em agosto). O ideal é vacinar a criança a partir de um ano de idade. Nessa idade, Elisa lembra que o organismo está mais preparado para criar anticorpos contra o vírus. E, normalmente, a criança recebe a tríplice viral, que imuniza também contra rubéola e caxumba.
A partir do surto de sarampo, Elisa conta que a vacina está sendo aplicada em bebês com nove meses de idade.

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