Sarampo não acaba antes de 2001
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sexta-feira, 15 de outubro de 1999
por Juliana Junqueira 
São Paulo, 16 (AE) - O secretário de Estado da Saúde de São Paulo, José da Silva Guedes, disse hoje que dificilmente o governo conseguirá erradicar o sarampo até o ano 2000 - conforme um compromisso assumido entre o Brasil e os demais países da América Latina. "Além da epidemia de 1996 e 1997, só conseguimos imunizar 95% das crianças nas campanhas", afirmou o secretário, durante a abertura da segunda etapa da Campanha Nacional de Multivacinação. Segundo ele, os 5% de crianças que não recebem proteção acabam impedindo que o ciclo de transmissão acabe. "Talvez o sarampo seja nossa próxima vitória, mas só depois de 2001."
Hoje, as crianças de até 5 anos em todo o País participaram da campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomelite (paralisia infantil). Quem estava em atraso no calendário de vacinação também teve a oportunidade de atualizar as cadernetas e tomar doses de DPT, Hepatite B, Tríplice Viral e BCG.
Em todo o País, a estimativa era a de que 16,3 milhões de crianças com até 4 anos tomassem a vacina contra a pólio.
No Estado de São Paulo, a meta da Secretaria de Estado da Saúde é imunizar todas as crianças de até 5 anos, cerca de 3 4 milhões, contra a doença. A segunda etapa da campanha deve atingir cerca de 90% da população de São Paulo nessa faixa etária. "Os pais que perderam a oportunidade devem levar os filhos para vacinar nos postos de saúde", disse Guedes. "O importante é que a criança tome todas as vacinas do calendário até os 9 meses e, nos anos seguintes, só as doses de reforço", alertou. Apesar de a poliomelite estar erradicada no Estado desde 1988, a campanha continua por precaução.
O Ministério da Saúde distribuiu para todos os Estados brasileiros um total de 3.035.240 doses de vacina contra o sarampo. Foram imunizadas as crianças que não foram vacinadas aos 9 meses e não receberam a dose de reforço aos 15 meses.
Este ano, já foram notificados 555 casos da doença no Brasil. Em São Paulo, foram registrados 67 casos, com maior incidência em 20 cidades, entre elas a capital. A última morte provocada pelo sarampo registrada no Estado ocorreu na epidemia de 1997.


