Brasília, 05 (AE) - As aplicações sacadas pelos clientes na rede bancária no último dia útil de janeiro, devido ao pânico que tomou conta da população com boatos sobre confisco e moratória, começaram a retornar. Segundo dados do departamento de Cadastro e Informações do Banco Central (Decad), do total de R$ 3,9 bilhões sacados pelos clientes na sexta-feira, dia 29 de janeiro, R$ 496 milhões foram reaplicados na segunda-feira, dia 1° de fevereiro. Este é o resultado líquido de saques e depósitos em aplicações financeiras, feitos pelos clientes no primeiro dia útil da semana.
De acordo com os dados do BC, a maior recuperação ocorreu no Certificado de Depósito Bancário (CDB) prefixado. A captação líquida no CDB, pelos bancos, foi positiva em R$ 1,32 bilhão na segunda-feira, contra um saque de R$ 414 milhões na sexta-feira, dia 29 de janeiro.
Ao contrário do último dia útil do mês passado, quando os saques foram generalizados em todas as aplicações financeiras
alcançando R$ 1,79 bilhão apenas no Fundo de Investimento Financeiro (FIF) de 60 dias, a primeira semana de fevereiro começou com captações líquidas positivas no CDB pré, FIF de 90 dias, Fundo de Ações de Curto Prazo e Fundo de Ações Carteira Livre.
Na análise dos técnicos do BC grande parte do dinheiro sacado pelos clientes de suas aplicações financeiras deve ter permanecido em conta de depósitos à vista. "Os clientes devem se posicionar, ao longo da semana, sobre novas aplicações", explicou um técnico do BC. Na sua opinião, o retorno das aplicações não será equivalente ao volume de recursos sacado. Uma pequena parte deve ter sido desviada para ativos reais ou mesmo ter ido parar no bolso dos clientes. Esses recursos também voltarão em aplicações no sistema financeiro, mas com menor velocidade.

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