São Paulo tem mais um dia de calor e baixa umidade do ar
São Paulo, 03 (AE) - São Paulo teve hoje mais um dia de muito sol e sem chuvas. Hoje, pelo quarto dia consecutivo, o termômetro do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou temperatura acima dos 30 graus na capital. A máxima ocorrida às 15 horas foi de 31,1 graus, a segunda mais alta do inverno (a mais elevada ocorreu no dia 31 de agosto: 31,7 graus). Além do forte calor, não chove na cidade há 18 dias. Também foi o quarto dia com umidade relativa do ar em 20%. Esse dado é colhido pelo higrógrafo instalado no Mirante de Santana, estação do Inmet na zona norte da cidade. Esse aparelho registra a umidade do ar, em valores relativos expresso em porcentagem.
No Inmet, a leitura dos dados do higrógrafo é feita duas vezes por dia, pela manhã e à tarde, e eventualmente à noite. O Instituto Astrônomico e Geofísico (IAG) da USP, na zona sul, faz um levantamente hora a hora da umidade relativa do ar. Hoje, por exemplo, a umidade relativa às 7 horas era de 77%, uma hora depois baixou para 67%. Às 10 horas diminuiu para 32%, chegou a 19% às 13 horas voltando a subir para 45% às 16 horas. Não é fácil entender o que significa umidade relativa do ar. Esse dado que traduz a secura do ar e significa desconforto para as pessoas tem uma definição técnica complicada.
A umidade relativa do ar é definida como a "relação entre a quantidade de vapor de água contida na atmosfera e a quantidade máxima que o ar pode conter, nas mesmas condições de temperatura e pressão do vapor", segundo o instituto. O meteorologista da empresa Climatempo, Carlos Magno do Nascimento
explica que o ar é composto pela mistura de vários gases: nitrogênio, 78%; oxigênio, 21%; gás carbônico, 0,2% e outros gases em menor proporção. A água entra nesta composição com índices que variam de 0 a 4%. Quando está chovendo ou na presença de nevoeiros, a umidade chega ao máximo de 4%, ou 100% de umidade relativa.
Nos últimos dias, a cidade de São Paulo tem enfrentado uma situação crítica, segundo o meteorologista, com a umidade em 20%, o que corresponde a menos de 1% de umidade na composição total do ar. De acordo com outra meteorologista, também da empresa Climatempo, Ana Lúcia de Macedo, quanto menor a umidade do ar maior é a capacidade do próprio ar em tirar a umidade do que está ao seu redor. "O ar rouba umidade do corpo das pessoas o que provoca tanto desconforto". Esse quadro desértico deve melhorar um pouco durante o fim de semana.
O calor continua, mas a passagem de uma fraca frente fria pelo litoral deve aumentar a nebulosidade e com isso elevar os níveis de umidade do ar. Contudo, na segunda-feira, a massa de ar seco que ainda domina o clima em todo o Sudeste volta a provocar elevação das temperaturas diminuindo a intensidade dos ventos. O ar volta a ficar muito seco, a umidade tende a diminuir e, pelo menos até a próxima quinta-feira, nada de chuva não só na capital como em todo o Estado de São Paulo.(Denise Góes)





