São Paulo tem mais mulheres que homens
O Censo 2000 trouxe uma boa notícia para os homens que vivem no Estado de São Paulo: existe um excedente de 753.677 mulheres em relação à população masculina. É como se fosse uma cidade pouco maior do que São Bernardo do Campo habitada somente por mulheres. Ou, na prática, é como se em cada grupo de 100 pessoas, 4 mulheres estivessem sobrando.
São 18.139.363 homens e 18.893.040 mulheres vivendo no Estado. Esse excedente é consequência de um processo de aumento da população feminina que está acontecendo em todo o País. Em parte, esse aumento está ligado ao aumento da taxa de mortalidade entre homens, sobretudo os jovens, por causa da violência. Só que, em São Paulo, o processo é mais intenso. Entre 1991 e 2000, o excedente do número de mulheres aumentou 108%. A média nacional foi de 42%.
Um dos efeitos da predominância da população feminina é o aumento do número
de crianças que vivem somente com as mães. Santos é a líder nesse item: 23,7% das crianças de 0 a 6 anos do município vivem em domícilios chefiados por mulheres.
O envelhecimento da população, outra tendência nacional, também está ocorrendo de modo mais intenso em São Paulo. Enquanto o índice de envelhecimento apurado pelo IBGE no País, entre 1991 e 2000, foi de 13,9, no Estado ele chegou a 23,23 no mesmo período. Assim sendo, a proporção de idosos em São Paulo é maior do que a média nacional. A população paulista com 65 anos ou mais corresponde a 6,11% do total ante a 5,85% no Brasil.





