São Paulo registra qualidade do ar inadequada
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domingo, 29 de agosto de 1999
Por Andréa Portella 
São Paulo, 30 (AE) - A estação Mooca da Companhia de Engenharia de Saneamento Ambiental (Cetesb), em São Paulo, registrou hoje estado de atenção em relação à qualidade do ar. Outras seis estações (São Miguel, Diadema, Lapa, São Caetano, Santana e Parque Dom Pedro) tiveram qualidade do ar inadequada. Em todos esses pontos, o ozônio foi o principal poluente encontrado. O rodízio estadual está, por enquanto, descartado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Em outras 16 estações da Grande São Paulo e litoral, a qualidade do ar foi considerada regular. Apenas em Congonhas a situação foi boa.
De acordo com informações do secretário de Estado do Meio Ambiente, Ricardo Trípoli, o rodízio emergencial só entrará em vigor quando os níveis de monóxido de carbono estiverem acima de nove partes por milhão em mais da metade das 24 estações da Cetesb, em uma média de oito horas. Caso o rodízio seja adotado, a população deve ser avisada com dois dias de antecedência.
Por enquanto, excesso de ozônio e partículas inaláveis como principais poluentes nas estações de medição, por exemplo, não levarão à adoção da restrição da frota de veículos. "Nós estipulamos que o rodízio seria corretivo e não preventivo", explicou Trípoli. "Hoje, em termos de saúde, a situação está controlada."
Combustão - O ozônio forma-se a partir de resíduos de processos de combustão. Os óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos reagem em presença da luz solar e formam esse poluente. Pela necessidade de calor para sua formação, o ozônio aparece nas estações de medição principalmente à tarde.
De acordo com o gerente de qualidade ambiental da Cetesb
Cláudio Alonso, a cidade teve hoje mais de 34% de umidade do ar
o que, segundo ele, não constitui uma situação ruim. "Ruim seria se chegássemos a ter menos de 30%". O ideal, de acordo com ele, seria ter mais de 40% de umidade.
A inversão térmica na cidade hoje ficou em 198 metros. Esse processo ocorre durante todo o ano, mas no inverno fica mais próximo do solo, o que caracteriza uma espécie de "aprisionamento" dos poluentes, colaborando para a sensação de sufocamento que se tem em alguns dias.


