São Paulo quer georeferenciar redes subterrâneas
São Paulo quer georeferenciar redes subterrâneas15/Mar, 16:24 Por Liana John Campinas, SP, 15 (AE) - As concessionárias de serviços públicos da Grande São Paulo, a Petrobras e os governos municipais e estadual reuniram-se nesta semana para criar um sistema capaz de integrar as redes subterrâneas da região metropolitana, visando seu controle e gerenciamento integrado pela administração pública e privada. O sistema evitaria, por exemplo, que uma concessionária furasse os dutos de outra, por desconhecer sua localização exata. Atualmente, a consulta é feita em mapas impressos, muitas vezes inexatos e difíceis de localizar. Só a Comgás, por exemplo, tem mais de 100 mil mapas na capital paulistana. A proposta e as questões técnicas envolvidas foram discutidas num seminário organizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas, IPT, hoje. Segundo Marcos Tadeu Pereira, do IPT, a utilização de sistemas de informações geográficas e telemetria nas redes subterrâneas possibilita a redução de custos e de riscos potenciais, além de facilitar a instalação e manutenção de obras de infra-estrutura. "No futuro, as informações poderão ser disponibilizadas via Internet, inclusive para outras instituições como a Defesa Civil, que passaria a detectar vazamentos on-line e tomar providências emergenciais", explica Pereira. Ele identifica, ainda, como potenciais usuários das informações, além das próprias concessionárias e governos, o Metrô e as construtoras de prédios e vias públicas. Numa segunda fase, poderiam ser adicionadas outras informações às coordenadas geográficas dos dutos (vias de transporte e trânsito, por exemplo), oferecendo arquivos até agora restritos, com um acesso público mais democrático e eficiente às informações. Ainda segundo Pereira, o IPT estaria capacitado para adaptar os mapas de dutos de cada companhia para um Sistema Geográfico de Informações homogeneizado. E "o momento para fazer isso é agora, porque as concessionárias estão informatizando seus mapas e poderiam fazê-los em softwares compatíveis entre si, se houver uma determinação governamental neste sentido", diz. O instituto também tem laboratórios e equipes capacitadas para verificar a corrosão de dutos e recomendar diferentes materiais ou recobrimentos, conforme o tipo de solo. E dispõe ainda de um tipo de radar, semelhante aos detectores de metais, capaz de estimar o diâmetro e a posição de dutos enterrados, no caso de dúvida ou na falta de mapas.





