São paulo
O número crescente de gestantes com HIV está levando a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo a apressar um programa de atendimento voltado para elas. A proposta é preparar algumas maternidades para recebê-las, com medicação adequada e profissionais treinados. Em São Paulo, por exemplo, seriam seis. Em cidades médias, haveria duas. Até agora São Paulo só tem duas, com leitos insuficientes.
Os postos de saúde, que fazem pré-natal, passariam a trabalhar com essas maternidades, fazendo testes nas gestantes e informando aquelas que têm HIV. Assim, ao dar entrada no hospital, a equipe médica já saberia que se trata de uma soropositiva.
Wilza Villela, médica da área Saúde da Mulher da Secretaria da Saúde, diz que o treinamento dos profissionais já está sendo feito. Hoje, 20% das mulheres que dão à luz pela rede pública em São Paulo não encontram vagas.
‘‘A política da secretaria é não separar leitos, o que criaria regimes de isolamento para soropositivas e levaria à discriminação.’’ O tema foi abordado no 1º Encontro Estadual de Mulheres com HIV e Aids, de Juquitiba. Neste final de semana, outro encontro está acontecendo em Belo Horizonte.

mockup