São Paulo, 10 (AE) - Os Estados de São Paulo e da Bahia estão brigando por uma unidade industrial da Ficap, um dos três maiores fabricantes do País de fios e cabos para as áreas de energia, telecomunicações e magnetos. A empresa, que é dona da marca Condugel, assinou no último mês de dezembro um protocolo de intenções com a Bahia para se instalar no Estado, o que implicaria no fechamento de uma unidade na cidade de Americana, no interior de São Paulo.
O secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia
Benito Gama, disse à Agência Estado que está confiante da disposição da Ficap, controlada pelo grupo chileno Madeco, de instalar uma unidade de transformação de cobre na Bahia, Estado que tem o minério. A Bahia está oferecendo os incentivos fiscais do programa Pró-Cobre.
A reação de São Paulo veio no final de fevereiro, com as ações diretas de inconstitucionalidade apresentadas pelo governador Mário Covas ao Supremo Tribunal Federal. Uma das três ações pede a impugnação dos dispositivos do Pró-Cobre que concederia crédito presumido de até 80% nas operações interestaduais feitas pelas empresas, o que inviabilizaria a transferência de São Paulo para Bahia.
"As empresas estão conscientes de que este é um gesto político do governo de São Paulo", reagiu Benito, sobre as ações de inconstitucionalidade, explicando que nenhuma empresa que tem ou pode ter os benefícios do programa recuou. Ele sustentou que o Pró-Cobre tem base legal. O local mais provável para a nova fábrica da Ficap é a cidade de Candeias, na região metropolitana de Salvador, que abriga uma unidade da empresa que produz alumínio.

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