São Paulo, 02 (AE) - O governo paulista define até o final desta semana em quantas áreas será dividida a Comgás para fins de privatização. Segundo o vice-governador Geraldo Alckmin, presidente do Programa Estadual de Desestatização, existem duas alternativas de modelagem de venda: uma única área de concessão, englobando todo o Estado, ou três áreas de concessão. Nesse caso
disse Alckmin, além da área onde a Comgás já atua (Baixada Santista, Vale do Paraíba e Grande São Paulo) e onde já tem contratos assinados para distribuição de gás (regiões de Campinas, Sumaré, Limeira e Piracicaba), seriam criadas duas novas áreas de concessão.
Uma das novas áreas seria a região oeste do Estado, seguindo um traçado ao longo do gasoduto Brasil-Bolívia, paralela ao rio Tietê, até a proximidade de Campinas. A terceira área de concessão englobaria a região sudoeste do Estado, até a divisa com o Paraná. "Entre hoje e amanhã, o conselho-diretor do PED deve analisar as vantagens e desvantagens das propostas apresentadas pelos consultores e encaminhar a sugestão do PED para a aprovação do governador Mário Covas", disse Alckmin.
A Secretaria de Energia deve fornecer mais subsídios sobre as vantagens e desvantagens da divisão da Comgás ou da manutenção em bloco único. Segundo Alckmin, a vantagem do bloco único é que minimiza os custos e a da divisão em três áreas é que as concessões seriam menores e poderiam estimular a competição entre os interessados. Ele afirmou que a opção da divisão da empresa em dois blocos está praticamente eliminada. A lei do PED permite dividir a companhia em até três áreas de concessão.
Alckmin informou também que amanhã será publicada a data da convocação da audiência pública, marcada para 19 de fevereiro. O leilão de privatização da Comgás ainda não tem data definida, mas deve ocorrer na segunda semana de abril. Hoje, na reunião do PED, não foi discutido o preço de venda da empresa. A avaliação financeira deverá ser debatida depois da definição da modelagem, em nova reunião. A privatização das geradoras de Cesp, segundo Alckmin, não foi discutida hoje e deverá ocorrer em maio ou junho.

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