São Paulo constrói escolas e salas de emergência para 20 mil alunos
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segunda-feira, 06 de dezembro de 1999
Por Juliana Junqueira 
São Paulo, 06 (AE) - A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo anunciou hoje a construção de 14 salas e 43 escolas emergenciais para atender à demanda de mais 20 mil vagas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis). Mesmo com a solicitação das obras já feita, o secretário João Gualberto de Carvalho Meneses acredita que algumas unidades não ficarão prontas até o início do ano letivo, em 10 de fevereiro.
"O prazo de entrega das salas vai até o começo de fevereiro, mas algumas obras devem atrasar", diz o secretário, explicando que os alunos serão atendidos em salões comunitários. No início das aulas deste ano, várias salas emergenciais não ficaram prontas a tempo. Algumas obras só foram concluídas em abril e muitas crianças tiveram aulas em locais improvisados.
Essas salas serão construídas nas regiões onde há aumento de demanda de alunos, como é o caso dos extremos oeste e leste da capital e da região sul. Ontem, no início do período de matrículas, havia fila na porta de algumas escolas dessas regiões. O prazo termina no dia 15. Na Emei Oliveira Lima, em Perus, zona oeste, cerca de 200 pais passaram o fim de semana na porta da escola para garantir uma vaga para os filhos no primeiro ciclo da educação infantil (crianças com 4 anos).
Os primeiros estavam no local desde sexta-feira, dormindo em barracas ou dentro de carros. "Todo ano é a mesma história e a Prefeitura não nos dá uma resposta", reclamou a doméstica Luciana Aparecida de Souza Silva, que tentava uma vaga para o filho.
Segundo ela, só os primeiros 130 pais foram contemplados com a certeza da inscrição. Depois que todas as vagas foram preenchidas, por volta de 10 horas, foram distribuídas senhas, organizadas pelos próprios pais. "Agora, só dá para deixar o nome na lista de espera", disse Luciana, ao meio-dia. Ela já estava há várias horas no local. Segundo o secretário, o bairro de Perus receberá sete escolas emergenciais. O investimento total na construção das salas e escolas será de R$ 28.440.000 00.
Também houve fila na Emei Angelo Martino, na Bela Vista, e na Emei Nini Duarte, em Sapopemba, na zona leste. Segundo o secretário, a atitude de alguns pais de passar a madrugada e até o fim de semana na fila seria fruto do desconhecimento. "Os nomes das crianças serão cadastrados e a distribuição será feita com base na proximidade da escola da casa da criança", explicou.
Meneses afirma que não há necessidade de correria. "O caso de Perus e de Sapopemba são pontuais, pois aquelas áreas têm problemas de fluxo migratório e a demanda aumentou no último ano", afirmou. Segundo o secretário, no caso de educação infantil, como não há a obrigatoriedade dos 200 dias letivos, as crianças não terão prejuízo no ensino.
A matrícula vai até o dia 15. Segundo o secretário, as crianças serão matriculadas na escola mais próxima de suas casas. É necessário ir à escola com a Certidão de Nascimento da criança e um comprovante de residência. Os pais que quiserem matricular o filho em uma escola próxima do trabalho também podem. Nesse caso, eles devem preencher o espaço do endereço com a localização da empresa e levar um comprovante de emprego. A relação com a indicação das escolas em que os alunos estão matriculados sai no dia 10 de janeiro.


