A cidade de São Paulo abre nesta semana um grande debate sobre a questão do álcool e da droga sob a ótica da administração petista. A intenção é definir uma política ampla em torno do assunto, tratando a droga da forma mais abrangente possível.
O debate se inicia quarta-feira com um seminário no Museu de Arte Moderna, dividido em políticas públicas, prevenção, tratamento, criminalidade e violência. Participam profissionais e instituições envolvidos com a questão.
Não se trata de estabelecer um modo petista de tratar a droga, avisam os coordenadores do seminário. Mas de estabelecer o que a cidade nunca teve, uma política para lidar com a droga. ‘‘A dependência é apenas um dos problemas do álcool e da droga’’, diz a psiquiatra Luciana Gonçales, assessora para essas questões na Secretaria da Saúde do município. Beber e dirigir ou beber e não usar camisinha traz consequências dramáticas. Assim como ser preso fumando maconha é mais prejudicial do que a própria maconha, na visão de Luciana.
A abertura do debate implica que a política não está preestabelecida. Mas a origem dos convidados para o seminário e dos profissionais que estão à frente do projeto na prefeitura indica que São Paulo tende a adotar uma política inovadora na questão de drogas.
Luciana vem de uma unidade de dependência de drogas da Universidade Federal de São Paulo. Vários outros estão ligados à mesma Unifesp e à USP. Fábio Mesquita, do programa municipal de HIV-Aids, é um dos pioneiros no País na aplicação do conceito de redução de danos.

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