São Paulo, 20 (AE) - O governo de São Paulo anunciou hoje um plano de saúde para os presos da Casa de Detenção de São Paulo. Um dos principais objetivos é o combate às doenças infecto-contagiosas, como a tuberculose. Por meio de um convênio entre as Secretarias da Saúde e da Administração Penitenciária, os 6.955 presos da cadeia serão examinados para saber quantos estão com tuberculose.
Atualmente, a cadeia tem 114 detentos com a doença diagnosticada. Além disso, 20 médicos, 10 enfermeiros e 30 auxiliares de enfermagem do Hospital do Mandaqui vão dar assistência diária aos presos. No dia 25, começa a primeira fase do plano com a distribuição aos detentos de questionários para saber quais apresentam os sintomas da tuberculose. Os casos suspeitos serão enviados à enfermaria da prisão, onde passarão por raio X e exames laboratoriais.
Pavilhão médico - O plano inclui ainda a reforma do pavilhão 4, cujo pavimento 5 é ocupado pela enfermaria e por um minicentro cirúrgico. A idéia do governo é transformá-lo em um pavilhão médico, acabando com as celas que existem nos outros quatro pavimentos. Com o plano, o governo demonstra ter, definitivamente, afastado a possibilidade de desativação a curto prazo do presídio, como prometido em 1995.
De acordo com o secretário da Administração Penitenciária, João Benedicto de Azevedo Marques, com o crescimento do número de presos no Estado, que eram 55 mil em 1995 e passaram a 81,5 mil este ano, ficou inviável a desocupação do Complexo Penitenciário do Carandiru, que abriga a Detenção e mais três presídios.

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