São Paulo - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou ontem o protocolo de adesão do Estado de São Paulo ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp) do governo federal. Já fazem parte do sistema Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas, Rio Grande do Norte e Piauí. Segundo o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a previsão é que em dois meses todos os outros Estados já tenham aderido ao Susp.
Com a adesão, São Paulo terá acesso à verba do Fundo da Segurança e do Fundo Penitenciário. No entanto ainda não está definido quanto será destinado ao Estado. De acordo com Márcio Thomaz Bastos, há disponíveis R$ 800 milhões para o repasse aos Estados R$ 400 milhões na Secretaria de Segurança Pública e outros R$ 400 milhões na Secretaria Nacional de Justiça.
''Precisamos de R$ 200 milhões para a segurança pública em São Paulo. É o suficiente para o Estado implantar seus projetos para a área'', afirmou o governador. Alckmin disse que as prioridades do Estado são os investimentos na área de tecnologia, como a ampliação do Infrocrim, que permite a digitalização dos dados criminológicos, e a construção de novos CDPs (Centros de Detenção Provisória). ''Como temos a maior população carcerária do país, em torno de 43%, esperamos receber uma verba maior do ministério.''
Thomaz Bastos afirmou que o primeiro passo foi a assinatura e que, em breve, a negociação do repasse será feita com o governador. Segundo o ministro, o Susp pretende, integrando as polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária, reconstruir as instituições, fortalecendo a troca de informações e o serviço de inteligência. ''Não adianta aumentar a pena e endurecer o regime a cada tragédia. É como secar a água sem fechar a torneira.''
A primeira ação do Estado será a criação de um Comitê de Gestão Integrada, sob a coordenação do secretário estadual de Segurança, Saulo de Castro Abreu Filho, e com representantes das polícias, do Poder Judiciário e do Ministério Público.
Paraná -A adesão do Paraná ao Susp ainda está indefinida. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria de Estado da Segurança Pública, já foi agendada uma audiência do secretário Luiz Fernando Delazari com o ministro Thomaz Bastos, mas ainda não há um posicionamento definido.

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