São Paulo, 18 - Amigos e colegas do escritor e dramaturgo Dias Gomes lamentam perda.
José Renato, diretor teatral e presidente da Sbat - "Estou estarrecido. Dias Gomes esteve conosco na Sbat (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais) há dez dias dirigindo uma assembléia a meu convite e o fez muito bem. Era um companheiro inestimável, de grande caráter, força e prestígio. Dirigi várias peças de sua autoria, entre elas "O Pagador de Promessas" e "A Invasão do Uruguai". Recentemente tinha oferecido um texto, "O Túnel", para integrar a Feira Brasileira de Opinião que estamos organizando na Sbat. Depois de conversarmos, ele se propôs a criar um novo texto especialmente para o evento. A sua morte representa uma perda muito grande para o teatro brasileiro."
Paulo Autran, ator - "Nunca trabalhei com um texto de Dias Gomes. Mas acho que ele e Janete Clair foram os reis da novela no Brasil. "O Pagador de Promessas" é uma obra maravilhosa, tanto que ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Eu o conheci em uma festa na casa de Janete, quando atuei em "Pai Herói"."
Agildo Ribeiro, humorista - "Ele era um grande amigo do meu pai e da minha mãe, que militavam no Partido Comunista. Papai dizia ao Dias Gomes na época que seu filho queria ser artista e pediu uma força a ele. Mas nossos caminhos se cruzaram realmente no teatro, quando interpretei o Sinhozinho Malta no espetáculo "Roque Santeiro". Ele me telefonou para me convidar para o papel. Sempre o encontrava aqui no Rio e tomávamos vinho juntos. Foi uma grande perda para a dramaturgia e a televisão brasileiras."





