São José dos Campos intensifica ação contra pichadores
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2000
Por Júlio Ottoboni 
São José dos Campos, SP, 25 (AE) - A prefeitura de São José dos Campos está intensificando o combate aos pichadores da cidade. O departamento de fiscalização quer que a população auxilie nesse processo e denuncie a depredação dos prédios públicos e particulares. Um dos últimos alvos das tintas e sprays das gangues foi o recém-recuperado Mercado Municipal, que teve sua fachada histórica restaurada.
A população está revoltada com a sujeira causada pelos pichadores, que marcam seus territórios grafando seus símbolos nas paredes de construções, no alto de edifícios e pontilhões.
Crime - A fiscalização pretende flagrar as ações dos vândalos com a ajuda da comunidade. O diretor do departamento, Fábio Pasquini, informou que os infratores pegos serão levados para o distrito policial mais próximo e será registrada a ocorrência como crime ambiental. É inafiançável e o autor responde a processo criminal.
O número de pichações na região central e, principalmente em prédios públicos, até históricos, tem crescido muito nos últimos meses. O resultado deste vandalismo pode ser visto já na entrada da cidade. Os pontilhões do anel viário estão com os símbolos das gangues, a maioria da zona sul e algumas ligadas ao tráfico de drogas.
O novo viaduto feito pela NovaDutra, no trevo do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), teve seus muros de contenção totalmente marcado com palavras, desenhos e grafismos. As construções do novo fórum e da Santa Casa também foram invadidas pelos pichadores.
Além das gangues, entidades como o Partido Socialista do Trabalhador Unificado (PSTU) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) sujam a cidade. Usam as paredes para suas convocações políticas.
O ex-pichador P.A.S. disse que parou com as pinturas depois que foi pego pela Polícia Militar no bairro Jardim das Indústrias. Os policiais lhe deram um banho de tinta, mas não o levaram para a delegacia por ser menor na época. Ele contou que vários grupos são compostos por jovens de classe média, com idade entre 14 a 22 anos. "O pessoal geralmente tem motos e só sai a noite para pichar."


