Agência EstadoViolênciaA força das águas acabou por destruir pontes, além de causar inundações em quase todo o Estado de Minas.

Apesar da redução no volume das fortes chuvas que atingem Minas Gerais desde a passagem do ano, o número de desabrigados e mortos não parou de subir ontem, em todo o Estado. Até às 17 horas, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) informou que 34.147 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e ir para abrigos públicos em 175 cidades. O órgão contabilizava ainda 68 vítimas fatais, 31 delas somente na capital, e 80 feridos, devido a enchentes, desabamentos e delizamentos de encostas. Ainda não havia informações sobre o total de desaparecidos, mas poderiam passar de dez. Mais de 3.200 mineiros permaneciam ilhados e 11.845 residências haviam sido alagadas.
De acordo com o balanço da Cedec, 44 municípios decretaram estado de calamidade pública ou emergência e o governo mineiro mantinha o estado de alerta, declarado no final de semana. O governador interino e presidente da Assembléia Legislativa de Minas, Agostinho Patrus (PSDB), disse, no início da tarde, que hoje deverá enviar um relatório ao presidente Fernando Henrique Cardoso informando a situação do Estado e pedindo recursos do governo federal para solcuionar os principais problemas. Patrus solicitou, por enquanto, apenas R$ 1,5 milhão, para compra de medicamentos.
Ouro Preto O prefeito de Ouro Preto, José Leandro Filho, informou ontem no final da tarde que, embora ainda haja muito trabalho a fazer, a situação na cidade ‘‘começa a ficar sob controle’’. Segundo o prefeito, o patrimônio histórico, na parte alta da cidade, não corre risco, mas a população da parte baixa e da periferia, moradores das encostas, inspira atenção especial por parte das autoridades. José Leandro disse ainda que 60% das residências de Ouro Preto continuam sem abastecimento de água e 40%, sem energia elétrica. O município registra 200 desabrigados e 13 mortes, desde a sexta-feira.

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