Aparecida, SP - O Santuário Nacional de Aparecida, maior centro de peregrinação do País, proibiu que o plebiscito sobre a privatização da Vale do Rio Doce fosse realizado no pátio da basílica e nas dependências da igreja, durante a 13ª edição do Grito dos Excluídos. A manifestação contra as injustiças sociais organizada por movimentos sociais neste ano divulgava o plebiscito contra as privatizações no País. ''Por orientação do Santuário não fizemos aqui. Eles disseram que não é um lugar de política e sim de religiosidade. Mas não entendemos assim. Para nós a fé está junto com a vida'', informou o coordenador do Grito, Ari Alberti.
Mesmo com a proibição os manifestantes não se intimidaram e de forma velada levavam as cédulas para os ônibus onde os romeiros podiam participar da escolha popular.
Cerca de mil pessoas participaram do Grito, que neste ano, aconteceu na lateral direita do pátio da basílica e não mais no altar central, usado pelo papa Bento XVI, que está em reforma. ''Até isso excluíram a gente'', diziam os manifestantes que carregavam bandeiras e faixas pedindo o fim das privatizações, mais oportunidade para os deficientes, mais empregos, mais justiça social e dignidade à classe trabalhadora.

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