“A fonte de graça e força do nosso movimento vem do pequeno santuário”, lembra a irmã Maria Nelly Mendes
“A fonte de graça e força do nosso movimento vem do pequeno santuário”, lembra a irmã Maria Nelly Mendes | Foto: Marcos Zanutto

A missa de celebração do jubileu de 70 anos do santuário de Schoenstatt será neste sábado (18). Movimento contribui para o desenvolvimento de diversos setores do município e ajuda a formar lideranças e trabalhadores nas áreas da saúde, educação, trabalho social e apostólico. O santuário católico valoriza a Mãe e Rainha de Schoenstatt. Fundado no dia 18 de maio de 1950, herança dos imigrantes alemães, é um espaço de fortalecimento da fé em Londrina.

O santuário, que fica no Colégio Mãe de Deus, no centro de Londrina, recebe mais de 60 mil famílias durante a visita da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Por dia, estima-se que 300 fiéis vão ao local. Sete décadas de um caminho espiritual que será celebrado na abertura do ano jubilar com a entrega do cetro ao quadro da Mãe e Rainha.

A festa do santuário começa às 19h neste sábado (18), com a missa e entrega do cetro na Catedral e em seguida a peregrinação até o santuário da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Para a irmã Maria Nelly Mendes, a conquista do cetro representa poder e força para Maria. Ela conta que a campanha da Mãe Peregrina é espalhada por todas as arquidioceses com a visita mensal da Mãe de Deus em cada lar, o que é importante porque “não se sabe o que acontece em cada casa, mas a Mãe de Deus sabe e Jesus opera nas famílias por intercessão dela”.

Mendes explica que a estampa do quadro da Mãe e Rainha na Catedral será trocada ao final da missa. “A Mãe de Deus só tem a coroa. Vamos entregar o cetro, uma insígnia real. A coroa é o símbolo da realeza, o cetro representa o poder.” O padre Rafael Solano, pároco da Catedral, celebrará a missa.

“O grande sinal no céu, a Esmagadora da Serpente quer se estabelecer aqui para cuidar a partir daqui, para lutar, para vencer o demônio e para Cristo reinar e governar em toda a parte nas almas, nas famílias e na alma dos povos”, disse o padre José Kentenich, fundador da obra, no dia 25 de abril de 1948, quando lançou a pedra fundamental para o início da construção do santuário Tabor Esmagadora da Serpente.

A partir do santuário, o movimento mariano Schoenstatt colabora com o ensino técnico de profissionais na escola de enfermagem Mater Ter Admirabilis e formação espiritual dos servidores e pacientes da Santa Casa, Hospital Infantil e Mater Dei. Na creche do Jardim Marabá, na zona leste, e no Colégio Mãe de Deus, no centro, está presente a pedagogia de Schoenstatt.

A primeira atende mais de cem crianças e o segundo formou mais de 80 mil alunos desde sua inauguração em 1936. O movimento ainda colaborou na formação do primeiro coral de Londrina, o Santa Cecília, com 83 anos de história. O curso de Música da UEL (Universidade Estadual de Londrina) também deve sua origem ao movimento Schoenstatt, já que se iniciou no Colégio Mãe de Deus.

O santuário também promove acolhimento por meio de trabalhos sociais. É no Schoenstatt que, mensalmente, um bazar de auxílio a enfermos que participam do movimento é feito. A Casa Acolhedora Mãe e Rainha ainda desenvolve projetos com crianças e famílias no Cinco Conjuntos, na zona norte. “A fonte de graça e força do nosso movimento vem do pequeno santuário”, lembra a irmã. A história do santuário da Mãe e Rainha se confunde com a de Londrina. “A cidade foi fundada em 1934. As irmãs vieram em 1938. Em 1947, o fundador, padre Kentenich, veio pela primeira vez”, conta.

“Esmagadora da Serpente” remete à imagem bíblica do Apocalipse, como explica Mendes. “É aquela que esmaga a cabeça da serpente. Nesse contexto complicado de Brasil e de mundo, confiamos que a mãe de Deus com o cetro vencerá as dificuldades. É um sinal de poder, de mais força.”

O movimento atua em diversas “ligas” em Londrina. Famílias, mães, juventude feminina e masculina. “Dentro do movimento apostólico Schoenstatt, quem se identifica com a espiritualidade pode encontrar seu lugar”, comenta. “Mesmo que esteja difícil. Para quem tem fé, mesmo na dificuldade, a Mãe de Deus continuará nos ajudando, porque ela é esmagadora da serpente e educadora dos povos.”

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