Santos (SP), 11 (AE) - A epidemia de dengue em Santos poderá estar controlada dentro de dez dias, se os moradores eliminarem os vasos de planta com água. Pelo menos essa é a expectativa de Nilson Vieira de Melo, secretário executivo nacional do Plano de Erradicação do Aedes aegypti.
Durante encontro que manteve com os coordenadores dos programas de combate à doença dos diversos municípios da região ficou constatado que 70% dos focos do mosquito estão dentro das casas.
Por isso, o secretário de Saúde de Santos, Edmond Atik, atendendo a orientação dada por Vieira, inicia amanhã (12) ampla campanha junto aos estudantes das redes municipal, estadual e particular de ensino além das universidades, visando a eliminação desses criadouros do mosquito.
De acordo com Atik, serão distribuídos nas escolas saquinhos plásticos, com areia grossa, a fim de que os alunos possam levá-los para casa e colocar a terra nos vasos e pratos. "Vamos penetrar na rede de ensino para que possamos conscientizar, o mais rápido possível, toda a comunidade, sobre a necessidade de eliminar os focos de dengue", enfatizou. Só este ano foram registrados 2.342 casos da doença, no município.
De acordo com Vieira, não há outra saída: "Hoje controlar a dengue em Santos é partir para fazer com que toda a população elimine o vaso de planta de dentro de casa", reafirmou.
Ele esclarece que eliminar o vaso pode ser jogar fora, destruí-lo ou então colocar areia grossa até a boca, fazendo o mesmo com os pratos ou nos vidros onde são plantadas jibóias, comigo-ninguém-pode, caroço de jabuticaba, batata doce e outras plantas. "Isso tudo precisa ser feito com urgência", enfatizou.
Ele acredita que a distribuição de terra grossa a partir de amanhã nas escolas vai ser de grande eficiência, porque será explicado aos estudantes como proceder em casa e após será cobrada uma redação explicando "Como eu e mamãe acabamos com a Dengue". Todas as casas serão posteriormente visitadas pelos técnicos da Sucen, prefeitura e PEA.
Vieira descartou a necessidade da contratação de agentes de quarteirões, sugerida pelo prefeito Beto Mansur, e deixou claro que se a sociedade tiver capacidade de mobilização, a alternativa que propõe é eficiente e mais barata. "Um caminhão com 5 metros cúbicos de areia custa R$ 60,00", concluiu.

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