Santos destrói mais de 2 mil máquinas caça-níqueis apreendidas no porto
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segunda-feira, 25 de outubro de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, SP, 26 (AE) - A Alfândega de Santos, no litoral paulista, começou a destruir hoje 2.129 máquinas caça-níqueis apreendidas no porto santista entre março a abril. A operação deve se prolongar por dez dias. Em julho, outros 1.420 aparelhos usados em jogos de azar já haviam sido destruídos, totalizando apreensões no valor de R$ 15 milhões só este ano. "Esses equipamentos foram importados como jogos eletrônicos, mas nossa fiscalização constatou que eram máquinas usadas em jogos de azar. A legislação brasileira não permite a entrada desse tipo de equipamento", esclareceu o superintendente regional da Receita Federal de São Paulo, Flávio Del Comuni. Ele esteve em Santos acompanhando o início dos trabalhos.
Segundo Del Comuni, só podem ser importados equipamentos eletrônicos para diversão do tipo video games. A trituração dos aparelhos foi feito na Estação Aduaneira Interior da Integral. Funcionários retiravam de nove contêineres caixas fechadas contendo as máquinas caça-níqueis, que eram enfileiradas no chão. Em seguida, um trator de esteira passava várias vezes por cima dos equipamentos, inutilizando-os completamente. Depois, com a pá, removia o entulho que era colocado em uma caçamba de lixo.
Como se trata de equipamento ilegal, a Receita teve que destruir o lote apreendido. Sem citar o nome das seis empresas de importação envolvidas, Flávio Del Comuni, revelou que todo o procedimento legal foi tomado, sendo que os interessados tiveram todo o direito de defesa. "Tomamos todos os cuidados e temos laudos comprovando que são máquinas eletrônicas utilizadas em jogo de azar, o que é ilegal em nosso país". De acordo com o superintendente, "o objetivo é impor barreiras à entrada desse equipamento de jogo de azar, inibindo, em consequência sua importação".
O inspetor da Alfândega de Santos, Haroldo da Costa Amorim, revelou que um exemplar de cada equipamento triturado está sendo guardado para o caso de ser necessária uma contraprova, mesmo não havendo mais possibilidade de recurso por parte dos empresários que trouxeram a mercadoria. "É um cuidado para evitar que os importadores venham a exigir algum tipo de indenização futuramente". Segundo ele, há duas semanas foram apreendidos outros dois contêineres com esse tipo de máquina, mas o processo ainda não está finalizado.


