Agência Estado
A Secretaria de Higiene e Saúde (Sehig) de Santos (SP) aumentou o controle contra a doença misteriosa que fez pelo menos duas vítimas no município. Ontem pela manhã, o secretário Edmon Atik reuniu-se com representantes de cinco hospitais particulares da cidade para pedir a ampliação da vigilância sobre os pacientes que apresentarem síndromes ictéricas febris - queixarem-se de febre súbita, icterícia e eventuais hemorragias.
Foram esses os sintomas característicos da doença que matou quatro pacientes em Santos. Dois deles tiveram o diagnóstico esclarecido na semana passada. Os resultados dos exames feitos em Maria Estela Gaspar, de 53 anos, que morreu em 1º de maio, apontaram pielonefrite (doença renal grave), enquanto o paciente Edson Salvador, de 24 anos, internado no Hospital Guilherme Álvaro, morreu na sexta-feira de hepatite B.
Outros dois casos, o da monitora de creche Aparecida Pereira Maia, de 33 anos, que morreu em 15 de abril, e do adolescente Leonardo Lessa, de 11, morto em 10 de maio, permanecem um mistério. Os dois pacientes apresentaram febre súbita, dores no corpo e hemorragia, confundindo os médicos, que pensaram se tratar de dengue hemorrágica pelo fato de a cidade enfrentar, pelo terceiro ano consecutivo, uma epidemia da doença. Mas os exames descartaram a hipótese, assim como outras doenças com sintomas semelhantes, como a meningite e a leptospirose.
Amostras de sangue e de tecidos da monitora de creche, foram encaminhadas a um laboratório dos Estados Unidos para esclarecimento. Ainda não existe previsão de quando os exames ficarão prontos. Mas, independentemente do resultado, a Secretaria de Saúde vem adotando, em todos os hospitais e unidades de saúde da rede municipal e estadual, um protocolo que visa padronizar os procedimentos de investigação sobre a doença.

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