São Paulo, 06 (AE) - Apesar do interesse em consolidar sua presença no exterior, a Santista Têxtil também considera a possibilidade de adquirir outras fábricas dentro do Brasil. No País, afirma o presidente Herbert Schmid, a empresa também está aberta a oportunidades de compra de outras empresas do setor. A indústria têxtil brasileira está em franco processo de consolidação. Em relação a 1990, o País tem 65% menos fábricas e empregados na área têxtil, embora a produção tenha crescido 25% no período, com investimentos em modernização. "Ou compramos ou seremos comprados", afirmou o executivo.
A Santista Têxtil detém 35% do mercado nacional de jeans
50% do mercado de roupas profissionais e 17% do mercado color (sarja). No Chile, com a compra da Machasa no ano passado, a participação cresceu para 40% no segmento jeans, enquanto na Argentina, a fatia da Santista é de 30% das vendas de jeans e 70% de uniformes.
O presidente da Santista Têxtil, Herbert Schmid, garantiu que a mudança do nome da empresa de Alpargatas Santista para Santista Têxtil, desde segunda feira, não reflete qualquer alteração societária da empresa. "Decidimos adotar um único nome para acabar com as confusões com a Alpargatas, fabricante de tênis e sandálias, e a Alpargatas Argentina", esclareceu. A Santista Têxtil é uma empresa de capital aberto. O capital votante está dividido entre a São Paulo Alpargatas (45%), Grupo Bunge (45%) e Bradesco (10%).

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