Santander já é o 2º maior banco estrangeiro no Brasil
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2000
Por Mônica Ciarelli 
Rio, 19 (AE) - O Santander subiu quatro posições no ranking dos maiores bancos brasileiros por volume de ativos com a compra do grupo financeiro Meridional, controlador do banco Bozano,Simonsen. Dados da consultoria Austin Asis mostram que a instituição saltou da décima-segunda para a oitava posição e se tornou o segundo maior banco estrangeiro operando no Brasil, atrás apenas do holandês ABN Amro Bank, que ingressou no mercado com a compra do banco Real.
O analista da Austin José Miguel Santacreu explica que a operação elevou os ativos da instituição espanhola de R$ 12,3 bilhões para R$ 21,7 bilhões. Ele aposta no apetite do banco para novas compras, principalmente, no leilão de privatização do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) marcado para 2001. "A estratégia será consolidar sua atuação na região Sul e Sudeste, os maiores centros econômicos do País", afirma.
O grupo Meridional ocupava o décimo-sétimo lugar no ranking, totalizando R$ 9,4 bilhões em ativos. Segundo Santacreu
a compra vai ampliar a atuação do Santander como banco de investimento no mercado internacional. "O Bozano era muito forte nas áreas de privatização, fusões e aquisições, sua aquisição vai trazer bons negócios à instituição espanhola", analisa. Ele lembra que o setor de análise e gestão de fundos do Bozano também era muito respeitado e deve ser mantido na nova estrutura do grupo.
O analista acredita que a operação vai estimular novas compras no sistema financeiro ao longo de 2000. Segundo ele, os principais concorrentes nacionais do novo banco - Bradesco, Itaú e Unibanco - vão reforçar sua artilharia nos próximos leilões de privatização. "A estratégia será ganhar escala dessa forma, conquistando a base de clientes de uma instituição já consolidada", explica.
Os bancos estrangeiros não devem ficar de fora dessa disputa por mercado. A consultoria aposta em uma reação do Bilbao Vizcaya nos leilões de privatização. "Essa será a forma de manter a competitividade e sua fatia de participação no País." Santacreu aposta em uma disputa acirrada entre os dois bancos espanhóis no leilão de privatização do Banespa, marcado para 16 de maio.


