Santander capta US$ 100 mi para financiamento de comércio exterior
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quinta-feira, 22 de abril de 1999
Por Edilson Coelho 
São Paulo, 23 (AE) - O Grupo Santander Brasil (GSB) - formado pelo bancos Santander Brasil, Santander Noroeste e Santander de Investimentos - captou US$ 100 milhões, no últimos 30 dias, oferecidos por bancos internacionais para financiamento de comércio exterior - dinheiro que já está comprometido. Fora esse dinheiro dos últimos dias, que mostra que já há uma nova percepção dos investidores internacionais em relação ao Brasil, o Santander tem financiamentos de US$ 1 bilhão para empresas brasileiras exportadoras.
Segundo o presidente do GSB, Antonio Horta Osório, o Brasil hoje está bem diferente do que estava no início do ano. Seu banco, por exemplo, tinha perspectivas de lucro abaixo do que acabou realizando no primeiro trimestre. O lucro consolidado do GSB totalizou R$ 27, 9 milhões (US$ 16 milhões, pelo câmbio de R$ 1,72 com referência de 31 de março), o que possibilitou retorno sobre o patrimônio líquido de 11,8%.
Osório comentou também que, excluindo a amortização do fundo de comércio, resultante da operação de compra do Noroeste, o lucro líquido subiu para R$ 36,1 milhões (US$ 21 milhões). Com isso, o resultado foi 53% acima do primeiro trimestre do ano passado - mais da metade do realizado em todo o ano passado.
O lucro evidentemente espelha algumas medidas que o Santander tomou no Brasil, seguindo à risca o plano de expansão prometido há três anos, quando desembarcou no País e comprou o Banco Geral do Comércio, do Grupo Camargo Corrêa. Do total de 300 agências que tem licença do Banco Central para montar, pelo menos 195 já estão prontas e interligadas dentro do sistema GSB.
Fora isso, houve eficiência administrativa/receitas operacionais, cujo índice chegou a 49,2% no trimestre, em comparação com 65% do ano anterior. Esse índice até o fim do ano deverá ficar em torno de 55%. O aumento da base de clientes, que saltou de 350 mil pessoas para quase 600 mil, também ajudou a compor resultado, principalmente face ao aumento de juros, que contribuiu com 15% na composição do lucro.


