Santa Catarina atinge limite crítico
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de outubro de 1997
Agência Folha 
O esquema de fiscalização da qualidade dos hemocentros e bancos de sangue está no limite crítico em Santa Catarina. Para acompanhar a coleta de sangue em 220 postos médicos em todo o Estado, a vigilância possui 209 funcionários treinados, número insuficiente, segundo o diretor do órgão, Edson Luiz Macari. Precisaríamos do dobro de funcionários para ter uma situação tranquila, declarou Macari. Na semana passada, foi confirmado um caso de contaminação por transfusão, o que não ocorria no Estado havia dois anos e meio.
Um paciente de Criciúma recebeu sangue contaminado com o HIV. Este foi um caso lamentável, mas isolado. Entretanto, retrata nossas dificuldades de fiscalização, afirmou Macari.
Ceará A diretora da Vigilância Sanitária do Estado, Tereza Lima, diz que o trabalho não é comprometido porque é considerado prioridade. A associação dos hemofílicos diz que não são registrados casos de contaminação por sangue no Estado desde 1986. A entidade considera boa a qualidade do sangue dos hemocentros cearenses. Apenas um dos cinco hemocentros existentes no Ceará é particular.


