Uraí - Por falta de recursos financeiros, a Santa Casa de Uraí (Norte) pode fechar as portas. A paralisação está marcada para hoje, dia em que também será realizada uma reunião entre representantes da instituição e o prefeito Sussumo Itimura, às 8h30.
O vice-provedor da Santa Casa Henderson José Figueira Junior informou que, para continuar funcionando, o hospital precisaria de aproximadamente R$ 200 mil. ''Esse dinheiro seria utilizado para pagar plantonistas e funcionários, além de alguns fornecedores de material hospitalar'', explicou.
Segundo ele, caso esse valor não seja repassado, a administração do hospital será obrigada a pedir falência, o que resultaria na perda do convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). ''Isso complicaria até mesmo o município, já que eles teriam que abrir um novo hospital e o gasto seria superior ao que precisamos para seguir funcionando'', alegou.
A Santa Casa de Uraí, único hospital da cidade, atende em média 30 pessoas por dia, tem 15 leitos para internação, uma sala de emergência, alas de internação feminina e masculina, além de uma maternidade e pediatria.
Figueira Junior disse que pretende sugerir um aumento também no repasse mensal feito pela administração municipal que hoje é de pouco mais de R$ 21 mil. ''O ideal seria que esse repasse girasse em torno de R$ 40 mil'', apontou. O único paciente internado atualmente terá de ser transferido para Cornélio Procópio (Norte).
Para o vereador Ângelo Tarantini Filho, o município tem o dinheiro necessário para para o repasse. ''A Câmara repassou à Prefeitura mais de R$ 300 mil, então acredito que esse não seja o problema'', disse. Segundo ele, uma verba de R$ 1,8 milhão também chegou ao município no começo do ano.
A reportagem tentou localizar o prefeito do município ontem, mas até o início da noite ele não havia sido localizado. Hoje um carro de som deve convocar a população para um protesto com saída da Santa Casa, marcado para a próxima segunda-feira.
No mês passado, funcionários e moradores já tinham feito protesto para tentar sensibilizar o prefeito. Na época, a prefeitura afirmou, em nota, que não pode fazer mais do que já faz. Dizia ainda que ''a Santa Casa é uma entidade privada, sendo responsável, por força de convênio, pelo atendimento de pronto-socorro''.

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