Brasília, 28 (AE) - A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo será a primeira a receber ajuda financeira do governo. A diretoria da Caixa Econômica Federal, depois de acertos técnicos com o BNDES, aprovou hoje uma operação de socorro ao hospital no valor de R$ 80 milhões, que serão liberados mês a mês, à medida que forem vencendo as dívidas da Santa Casa.
O convênio, que será assinado nos próximos dias, vai impor, porém, condições para que a operação seja efetivada. A primeira delas, e considerada mais importante pelo governo, é a contratação imediata de uma auditoria externa para verificar sua situação financeira. A contrapartida exigida pelo governo é a realização de um diagnóstico completo das finanças dessas entidades filantrópicas, com propostas e garantias de como estabelecer o equilíbrio entre receitas e despesas a médio prazo.
A Santa Casa de São Paulo, conforme verificou o presidente da Caixa, Emílio Carazzai, em visita à instituição na semana passada, tem dívidas de R$ 40 milhões com bancos e outros R$ 30 milhões com fornecedores. Os fornecedores, aliás, só estão atendendo os pedidos de materiais e equipamentos mediante pagamento à vista. Com cerca de 6 mil atendimentos por dia, a Santa de Casa de São Paulo foi considerada pela equipe técnica do governo como a que apresenta situação mais emergencial.
O programa do governo de socorro às santas casas dispõe de uma verba de R$ 300 milhões. O agente financeiro é o BNDES e o agente operador a Caixa Econômica Federal. Os empréstimos serão concedidos a juros de 1% mais metade da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) - o que significa juro total de 8% ao ano. Segundo o presidente da Caixa, novas operações poderão ser aprovadas nas próximas semanas, mas ainda não foi estabelecido um cronograma.

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