São José dos Campos, SP, 23 (AE) - A Santa Casa de Aparecida, maior centro de turismo religioso do Brasil, foi interditada pela Divisão Regional de Saúde (DIR) de Taubaté depois que a Vigilância Sanitária fez uma vistoria no hospital. Entre as irregularidades apontadas no laudo da DIR estão a esterilização inadequada de material cirúrgico, reutilização de materiais descartáveis, inclusive seringas, reaproveitamento de alimentos, falta de médicos, número insuficiente de funcionários falta de estoque básico de medicamentos.
A bióloga da Vigilância Sanitária, Heloísa Zanotta, informou que a interdição é parcial, pois o hospital manterá o atendimento aos 29 pacientes já internados. A direção do hospital, que chegou a dizer que tudo não passava de política, foi afastada hoje pela prefeitura de Aparecida, a 170 quilômetros de São Paulo.
De acordo com a assessoria de imprensa, o prefeito Raul Bento em reunião com o Sindicato dos Empregados da saúde e Mesa Provedora decidiu pela intervenção de 30 dias, mas não tem a intenção de continuar administrando o hospital, que atende, além de Aparecida e da população flutuante, as cidades de Roseira e Potim.
Os funcionários da Santa Casa, cerca de 75%, que haviam entrado em greve na segunda-feira, festejaram a intervenção da prefeitura e mesmo com o 13º salário atrasado voltaram hoje ao trabalho. Enquanto o hospital continuar interditado o atendimento da população de Aparecida, Roseira e Potim será feito em dois hospitais de Guaratinguetá: na Santa Casa de Misericórdia e Hospital Frei Galvão.

mockup