Sanguinetti acredita em solução para Mercosul
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quinta-feira, 05 de agosto de 1999
Por Vladimir Goitia Enviado especial 
Montevidéu, 06 (AE) - O presidente do Uruguai, Julio Maria Sanguinetti, fez um rápido pronunciamento para os jornalistas onde evitou responder a qualquer tipo de pergunta. Sanguinetti acredita que os ministros da Economia e de Relações Exteriores possam chegar hoje a uma solução para os problemas do Mercosul. O presidente uruguaio frizou que, pela primeira vez na história do Mercosul, foi convocada uma reunião extraordinária do conselho para tentar administrar uma situação de desníveis de competitividade que surgiram nos últimos meses. "O fundamental é trabalhar dentro dos princípios do Mercosul e não fora deles"
afirmou.
De acordo com Sanguinetti, os conflitos que vêm acontecendo agora não estão restritos apenas aos Estados, nem a determinados setores. Para ele, esses conflitos estão generalizados, em consequência não apenas da desvalorização do real, mas em função do clima recessivo da região que começou em agosto do ano passado. "Todos estamos com problemas de competitividade", comentou. Para o presidente uruguaio, que também ocupa a presidência do Mercosul, tem faltado coordenação macroeconômica entre os quatro países. De acordo com ele, na última reunião de cúpula, em Assunção, decidiu-se criar mecanismos de coordenação macroeconômica e eles serão reativados ainda hoje, se for possível. "É fundamental que o Mercosul resolva a situação dentro dos princípios básicos com os quais foram criados", disse.
Segundo o presidente do Uruguai, não será com medidas neo-protecionistas que serão resolvidos os problemas e a situação pela qual passa o bloco regional. Para ele, é necessário que se adote medidas de estímulo para melhorar a competitividade em relação aos países fora do Mercosul. "É necessário adotar um código sobre subsdídios", afirmou. Ele se referiu à proposta que o Uruguai deverá apresentar hoje para seus sócios no bloco de proibir a entrada de produtos subsidiados de terceiros países no Mercosul. Sanguinetti disse ainda que precisa de mecanismos para compensar as distorções e desajustes que ocorreram no comércio regional.
O presidente uruguaio concluiu afirmando que os ministros deverão se esforçar para encontrar caminhos que permitam evitar repercussões negativas das distorções atuais.


