Sangue que circula não adoece
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domingo, 10 de junho de 2007
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A origem é milenar, mas até hoje essa técnica da medicina chinesa conquista adeptos. Estamos falando das ventosas, utilizadas para ''desbloquear energia'' e ajudar no tratamento de vários males.
Em Londrina, uma das terapeutas que utiliza a técnica é a coreana Myung Sook Song, mais conhecida como Tereza Song. Ela explica que o método é similar à acupuntura, que usa agulhas para reequilibrar os meridianos (canais de energia).
Na técnica, chamada de ventosaterapia, são utilizadas ventosas, objetos de formato cônico aplicados sobre a pele, o que faz com que, através do vácuo, o sangue fique concentrado na superfície. Isso, segundo a terapeuta, estimula o ponto do corpo onde ele é aplicado, desbloqueando a energia estagnada.
E é isso, o fato de proporcionar um fluxo adequado de energia, que vai, segundo a ótica da medicina chinesa, propiciar ação tanto de forma curativa, quanto preventiva, além de auxiliar outras terapias, inclusive a acupuntura. ''Água que corre não apodrece, sangue que circula não adoece'', compara Tereza.
Diferentemente da acupuntura, em que as agulhas são aplicadas em todo o corpo, as ventosas são aplicadas principalmente nas costas e braços. Ela ressalta que a cor da pele após a aplicação da ventosa indica o grau de comprometimento - quanto mais escura, segundo ela, mais energia estagnada e maior número de problemas. ''Conforme a cor, sei onde está ruim e aplico acupuntura (para complementar)'', explica. Um dos inconvenientes da terapia é justamente o hematoma, manchas de cor arroxeada, ou até preta, que ficam sobre a pele, mas que, segundo ela, não causam dor.
Tereza utiliza na aplicação das ventosas outro conceito da medicina chinesa - que uma parte do corpo tem pontos que refletem todo o organismo. Exemplos são a reflexoterapia (pontos localizados nos pés) e a auriculoterapia (orelhas). Ela explica que cada parte da coluna vertebral também está relacionada a determinadas áreas do organismo. Por exemplo, a região da lombar, ligada a alergias e erupções, e a problemas de pele como acne, eczema ou bolhas. Ou, a coluna cervical, região do pescoço, ligada a problemas como sinusite, alergias e dor de ouvido.
A terapeuta ressalta que a ventosaterapia não resolve todos os problemas ou todos os casos, e que um dos melhores remédios para evitar doenças é ''rir alto''. ''Hoje, o pior inimigo que se tem é o estresse. As pessoas dormem pouco, trabalham muito, não fazem exercício e comem demais. É preciso parar para cuidar de si mesmo'', ensina.


