Sangue contaminado foi vendido
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A empresa responsável pela distribuição no Brasil da albumina suspeita de contaminação pelo mal da vaca louca informou ontem que apenas três lotes desses produtos foram vendidos para hospitais no País. Segundo Avi Meizler, presidente da Meizler, representante do laboratório inglês Bio Products, foram distribuídos 18.534 frascos de albumina e 400 de imunoglobulina, que fazem parte desses lotes.
Anteontem, o jornal inglês The Guardian afirmou que 45 mil frascos vieram para o Brasil. Eles seriam provenientes de um lote de sangue que teria entre os doadores três pessoas que posteriormente apresentaram a doença de Creutzfedt-Jakob, o mal da vaca louca em humanos. O material de apenas um desses doadores veio para o Brasil, diz Meizler, que não informou quais os hospitais que compraram o produto.
Segundo ele, a albumina foi totalmente vendida para instituições privadas e públicas do País, em 1996. Em dezembro de 2000, a empresa foi informada de que o produto poderia estar infectado. O Hospital Beneficência Portuguesa, cliente da Meizler, informou que não recebeu frascos desses lotes. Desde 1998, o Bio Products só usa plasma de doadores americanos.
Ontem, a deputada Luci Choinacki (PT/SC) apresentou requerimento cobrando explicações do ministro da Saúde, José Serra, sobre a notícia de que o Brasil teria importado hemoderivados possivelmente contaminados.


