RIO - O uso de sangue artificial vai impedir a transmissão do vírus da Aids em transfusões, segundo prevê o médico argentino Marco Intaglietta, diretor do Laboratório de Microcirculação da Universidade da Califórnia. ‘‘O produto poderá ser pasteurizado, de uma forma que não é possível ser feito com o sangue humano, e tornar-se imune a doenças’’, disse Intaglietta, que realizou palestra ontem de manhã na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Intaglietta disse que o produto será elaborado a partir de uma mistura de sangue humano, florocarbono produzido em laboratórios e sangue de vaca - similar ao do homem, e mais barato. O cientista espera que esse sangue artificial possa ser usado dentro de cinco anos em hospitais. ‘‘O sangue artificial deve custar a metade do preço do humano’’, declarou o médico. Atualmente, o preço internacional de meio litro de sangue humano, ou uma unidade, é de US$ 300.
Outra vantagem da invenção é a dispensa dos testes de compatibilidade com o sangue do doador, em caso de transfusões, segundo Intaglietta. O desenvolvimento do sangue artificial é realizado em uma dezena de laboratórios pelo mundo com o apoio de 12 companhias.

mockup