Sanepar recorre para retirar nome do Cadin
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de agosto de 2007
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A diretoria da Sanepar protocolou ontem junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília, um recurso para que o nome da empresa seja retirado do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), órgão do Banco Central. A companhia contesta multa relativa à exploração do Aquífero Karst, que a Sanepar iniciou no começo da década de 1990 e que teria provocado problemas estruturais em edificações em Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba).
Em 2001, o Ibama enviou uma notificação de infração à Sanepar, por supostamente não ter concluído um estudo de impacto ambiental nem obtido licença para bombear água do Karst. O governo federal estipulou multa de R$ 1 milhão.
Entretanto, apenas recentemente, no final de junho, o Ibama cobrou o pagamento. Segundo a superintendência regional do instituto, o prazo para a Sanepar pagar a multa venceu no dia 17 de julho.
A Sanepar alega que a multa e o valor da mesma ainda estão sendo discutidos e que a empresa não chegou a utilizar todos os recursos a que tem direito. A companhia informou que aguarda pronunciamento sobre proposta que fez ao Ibama de aplicar o valor da multa em projetos ambientais no local onde teria ocorrido o dano.
A Sanepar contesta a exigência de licença ambiental para exploração do aquífero, que não estaria prevista em lei. No entanto, ainda segundo a empresa, está sendo realizado um Estudo de Impacto Ambiental para definir efetivamente as consequências da exploração do aquífero. A diretoria apontou que não existe possibilidade de empréstimos feitos à companhia serem prejudicados em função da multa.


