Londrina - A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) tem 30 dias para cumprir exigências do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a fim de conseguir a Licença de Instalação para operar a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), localizada no Distrito de Maravilha (Zona Sul de Londrina) e que entrou em funcionamento em 2010. Um dos principais pontos que precisa ser resolvido é como se dará o tratamento do chorume, líquido gerado pela decomposição do lixo.
Uma reunião no Ministério Público, ontem de manhã, levantou a possibilidade de que a Sanepar possa realizar o tratamento do chorume, mas para isso a CMTU terá que fazer uma análise em laboratório dos resíduos e entregá-la à Sanepar, que avaliará se as estações de tratamento de esgoto (ETEs) da companhia estão aptas para a tarefa. ''A prefeitura tem pressa para resolver esse assunto e deve entregar a análise antes do prazo'', comentou a promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin.
De acordo com o gerente industrial da Sanepar, Roberto Arai, as ETEs são destinadas a tratar apenas esgoto doméstico. ''Caso o resultado da análise for de uma carga orgânica ou de metais pesados muito elevada, não poderemos fazer o tratamento'', comentou Arai.
Segundo o chefe regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, o assunto precisa ser resolvido logo. Enquanto isso não ocorre, quatro lagoas, de 2,5 mil metros cúbicos cada, já abertas na CTR, continuam acumulando o chorume. Ele diz que um prazo de 15 a 30 dias será necessário levá-lo para valas do antigo lixão do Limoeiro, que deixou de funcionar no ano passado. Segundo o presidente da CMTU, André Nadai, o antigo lixão deve estar preparado em 15 dias para receber o material.

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