Curitiba- A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) pleiteou R$ 30 milhões, mas só conseguiu assegurar R$ 7,4 milhões, da verba de R$ 432,25 milhões destinada pelo Ministério das Cidades para obras de saneamento ambiental em dez estados. Os recursos originários do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e outros fundos serão emprestados a dois governos estaduais, 11 municipais e cinco empresas estatais. O governo federal calcula que as obras atenderão a 79,4 mil famílias.
De acordo com o diretor de Investimentos da Sanepar, Domingos Budel, os critérios adotados pelo Ministério das Cidades acabaram beneficiando mais os estados com menores índices de atendimento em abastecimento de água e esgotamento sanitário. O Paraná, informou ele, coleta 47% do esgoto gerado e trata 97% desse percentual, enquanto a média nacional seria de 20%.
Os recursos assegurados pela Sanepar serão destinados para obras de implantação de redes coletoras de esgoto em Almirante Tamandaré (R$ 1.024.800) e Colombo (R$ 2.909.594), na Região Metropolitana Curitiba, e Palmas (R$ 2.199.806). Outros R$ 1.268.800 serão aplicados em obras de ampliação do sistema de abastecimento de água em Campo Largo, também na Grande Curitiba. Budel afirmou que a Sanepar dará uma contrapartida de R$ 2.220.900, que é correspondente a 30% do valor liberado pelo governo federal.
Segundo o diretor da Sanepar, os projetos já estão prontos e o prazo para realizar as licitações deve variar entre 90 e 120 dias.
O maior montante de recursos do Ministério das Cidades ficou com o Ceará (R$ 114,7 milhões) e o menor com Espírito Santo (R$ 1,5 milhão). Ao todo, o Paraná receberá cerca de R$ 8,8 milhões, pois além da verba destinada a Sanepar, a Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) ficará com R$ 927.600 para projeto de coleta de resíduos sólidos.

mockup